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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Stand by


Ainda não posso dizer que seja verdade aquela velha frase "aquilo que não me mata, me fortalece". Depois de uma grande decepção, não resta muita coisa inteira dentro do peito rs. Não me sinto confortável na posição de quem julga, mas também não consigo ser permissiva (tudo pode) como prova de amor. Antes do amor ao outro, vem o amor por mim mesma. Dizem os outros que a outra parte está perdida, e a minha parte - será que alguém quer saber?

As palavras, por melhores que elas pareçam, não transcrevem necessariamente a realidade daquilo que é dito.

A dúvida é muito impiedosa. Pertuba a mente, inquieta o coração, envenena a língua. Não há nada pior que a confiança rompida, esmigalhada, triturada, surrada, pisada, cuspida, escarrada tal como o beijo de Augusto dos Anjos.


sexta-feira, 4 de julho de 2008

Comédia


Gente,


descobri que o meu blog também pode desempenhar um papel social... é, sim. Pode ser até rebatizado e ganhar um slogan, como por exemplo: "Se você é Joselito, ainda dá tempo de se arrepender... venha ler umas verdades, bem cruéis, femininas que você irá até pedir perdão!" kkkkkkkkkkkkkkkk O nome eu não sei, podia ser alguma coisa parecida com o nome daqueles programas ao estilo de "Márcia Gold alguma coisa" (aquele programa de barraco familiar, conjugal...que as pessoas vão "lavar roupa suja"...


Não era meu intuito ficar tanto tempo fora, sem atualizar meu cantinho. Neste interim, um dos palhaços que fizeram parte de minha vida "quase" amorosa (sim... porque amor é última coisa que sobra destes relacionamentos rsrsrsrsrs) se reconheceu na última postagem e veio dar uma de "Madalena arrependida", me pedindo desculpas. "Eu te peço desculpas por ter feito você sofrer tanto..." - dizia ele. Ah, me poupe, né?! Essas pessoas são engraçadas (claro, são palhaços - como eu disse anteriormente), se dão mais valor do que realmente têm. Eu admiro a cara de pau delas... Nunca irão precisar fazer tratamento com o psicólogo para melhorar a auto-estima delas.


Quem é que merece? rsrsrs

Nem eu mereço....tsc tsc tsc.


Beijooooo!

domingo, 27 de abril de 2008

Ora, Ostras...


No relógio, são 09:56 da manhã de domingo, dia 27... mas na minha cabeça ainda são 18:40 do dia anterior...


Lembre-me de não levantar da cama nos dias 26 de cada mês. São dias mais pesados do que aqueles que eu consigo carregar... não são dias e sim 24 horas de uma noite só. Noite chuvosa e tempestuosa, sem lua bonita ou céu estrelado. São como vinte e seis mentiras contadas, todas juntas, de uma vez só. São 26 negações das suas verdades. São 26 sentimentos ruins, reunidos, para estragar o meu dia.


Deveria eu, desculpar-me com meus leitores antes de mais nada pelo sumiço... Entretanto, não há como fugir daquilo que a alma pede para gritar.


É... estou gritando... toda a chateação e a mágoa que se materializa em lágrimas.


Sim, a festa da volta infelizmente não poderá ser comemorada nesta postagem triste.

Como diria o Rubem Braga: "Ostra feliz não faz pérola". Fico bem como uma ostra? rs

Talvez essa frase faça sentido hoje.

Um beijo!

domingo, 2 de março de 2008

"Que eu tô voltando..."


O fim de semana passou inteiro, me dando a sensação que tivesse sido um mês. Ao mesmo tempo que nem de longe fiz todas as coisas que eu planejei colocar em dia.

Fiquei trancada em casa com minhas músicas, meus livros, minhas idéias. E para que nenhuma pudesse fugir de mim, fechei as janelas, desliguei o computador, tirei o telefone do gancho, deixei o celular sem bateria... Deu certo. Elas não fugiram, mas também (não sei se por falta de interação rs) não modificaram muito, não dançaram na cabeça alheia, não sorriram (só choraram), não me ajudaram, não me deixaram escrever poemas, nem se aprimoraram rs. Ou seja, elas não me fizeram boa companhia rs.

A necessidade que tenho das palavras me fez ligar, ao menos hoje, o meu computador para ver o meu cantinho (que é aqui !)... Não sei se pelo que escutei ou se pelo que li, senti falta de mim de volta... Aquela eu difícil de se abalar...rs. Aquela que ri dos próprios infortúnios, que ri até em hora que não pode. Acho que aquela, e não essa aqui, é que pode reverter toda situação que me encontro. Experiências anteriores me provam que tenho mais força do que eu mesma possa imaginar e não será uma desilusão ou um mal antigo que cresce dentro de mim (e que dói de vez em quando) que me derrubarão. Isso não.

Entre os meus guardados encontrei um livreto meu de poemas... Como eu ri da minha ingenuidade: a capa era feita de uma cartolina com palavras nitidamente feitas com aquela régua que tem o alfabeto (tipo fôrmas né). O que tava escrito na capa? rs. O meu nome completo e um título bem "batido": Amor poético (acho que hoje eu não entitularia um livro meu de poemas assim rs). Não há desenhos (na capa). Ela é revestida com um papel contact transparente que por dentro é cheio de raspas de giz de cera e lápis de cor (bem coloridos), bem abstrato. Dentro há 8 poemas datilografados rs (na minha boa e velha máquina de escrever elétrica, que ainda tenho até hoje como já disse outro dia) e ilustrados por mim com giz de cera. Alguns poemas falavam sobre o nordeste e sua seca, há um sobre o Ayrton Senna, outro sobre natureza, mais um sobre a vida e assim por diante... O livreto não vale pela sua apresentação ou pela qualidade infantil dos poemas e sim pela ousadia nele impressa, na tentativa e iniciativa própria de correr atrás de um desejo.

Gostosa essa descoberta. É um misto de saudade do que já fui e uma admiração de quanto já cresci (e como foi rápido rs) e amadureci (em alguns assuntos admito que posso ter regredido rs...).

O lado bom de ser uma desvairada desorganizada (tanto na minha vida sentimental quanto material - não venham no meu quarto hoje rs, está um caos) é achar esses escritos que vou encontrando em velhos livros e pastas. Geralmente estou procurando algo na bagunça deste pobre quarto e quando encontro algum escrito meu antigo até esqueço o que procurava...rs. É sempre bom parar e comparar os pensamentos antigos com os novos, confrontá-los ou reafirmá-los.

Esqueci até que estava triste. Não reparei nem mesmo que estava com cara de choro rs. Passou como se tivesse encontrado uma varinha de condão para curar minha tristeza, ao menos nesse momento.
Melhorei ainda mais quando vi alguns recadinhos para mim aqui e lhes devolvo um recadinho meu: como podem ser meus leitores? rs Mesmo assim agradeço a companhia e as palavras. Elas me comprovam que ainda estou viva, apesar de não estar "vivendo".

Sim, pode ser um exagero. Mas se para Descartes a idéia de existir está totalmente associada à idéia de pensar - utilizando a mesma analogia posso dizer que: Escrevo, logo vivo.

(...) A vida é
O perder e o ganhar

O esconder e o achar
De corações

Atrás de rostos na multidão...


(pedacinho de A vida , do meu livreto rsrsrs)


Desejo uma linda semana para todos nós.
Um beijo!
Inté!

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Daqui a pouco sei que passa...


Há momentos em que a gente tem que descer do palco... Não há melhor lugar do que os bastidores, o "por de trás das cortinas"... O que quero dizer bem claramente é que depois de uma certa reflexão (de uns dias pra cá), decidi me recolher num casulo...

Não me perguntem sobre os porquês disso. Por mais motivos que eu tenha para fazer tal reclusão, talvez o melhor argumento que eu possa lhes apresentar é que eu estou precisando disso, há algo em mim que me pede esse recolhimento.

Um misto de sentimentos frustrados, de uma vontade de revigoração, de uma busca (acima do normal) por mudanças (internas, externas...), de uma carga extra e super pesada de trabalho que estou me responsabilizando no momento... Enfim, continuarei na busca de meus objetivos (alguns eu já mencionei aqui anteriormente), mas "na minha".

Não quero saber de emails, nem de msn, nem de celular, nem de visitas, nem de passeios ou baladas. Não quero saber o que está passando no cinema e nem quando será a próxima festa mais incrível que irá acontecer. Não quero ver pessoas, não quero sair com amigos. Não quero ver gente nova e nem conhecê-las. Não quero saber das "últimas" novidades e nem das antigas. Não quero, não tô afim. Por mais que pareça triste e sombria essa idéia, na verdade ela não é. Preciso de concentração para mudar a mim mesmo e ao meu cotidiano. Talvez a única fresta, que restará, será essa aqui - em que geralmente eu mais "falo" do que "escuto". Bem ou mal, aqui é a minha válvula de escape...rs.

Termino o post de hoje, colocando uma das minhas músicas favoritas.

"No dia em que fui mais feliz
Eu vi um avião
Se espelhar no seu olhar até sumir
De lá pra cá não sei
Caminho ao longo do canal
Faço longas cartas pra ninguém
E o inverno no Leblon é quase glacial

Há algo que jamais se esclareceu
Onde foi exatamente que larguei
Naquele dia mesmo
O leão que sempre cavalguei

Lá mesmo esqueci que o destino
Sempre me quis só
No deserto sem saudade, sem remorso só
Sem amarras, barco embriagado ao mar
Não sei o que em mim
Só quer me lembrar
Que um dia o céu reuniu-se à terra um instante por nós dois
Pouco antes de o ocidente se assombrar"

(Inverno - Composição: Adriana Calcanhoto/Antonio Cícero)

Um beijo!






quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Anotações


Eu gostaria de começar de muitas maneiras... mas nenhuma delas me fala mais alto do que a forma que vem do coração. Sem palavras medidas, sem modalização, sem moralidade, sem receio de dizer a verdade que sinto, a verdade que enxergo.

A primeira coisa que eu gostaria de dizer, abertamente e sem nenhuma vergonha de fazê-lo, é que eu não entendo as razões das minhas emoções e nem o critério que o meu coração se utiliza para escolher alguém para gostar. Nunca sei se são os defeitos, as qualidades, as semelhanças que temos em comum ou o que nos é diferente ou simplesmente se é uma boa conversa o que me encanta. Simplesmente quando menos percebo, já é hora de se gostar. Não há mal nisso. Nenhum.

Outra característica que percebo é que o amor age inversamente comigo. Estou sempre condenada a ficar mortalmente apaixonada por aqueles que amam demais as suas anteriores companhias, homens marcados por suas histórias de amor inesquecíveis e que terrivelmente tiveram seu fim marcado pela traíção ou pela troca. Gatos escaldados, como diriam, e que congelam seus corações para um novo amor. Não sei se é a fragilidade desse homem que talvez me atraia e me faça querer colocá-lo no colo e cuidar dele.

O fato é que estar apaixonada me deixa a pessoa mais complexa do mundo! Meus pensamentos têm vida própria e só estampam o que bem entendem, não sei que palavras devo usar e nem achar graça nos meus programas cotidianos. O foco que enxergo o mundo se reduz, como se só fosse possível no mundo existir somente eu e o sentimento que sinto, e claro, aquele que rejeita ou não corresponde ao meu amor.

Eu gostaria de não ser ou soar como ingênua que sou no campo sentimental, mas infelizmente eu não sei como falar de amor, sem ser piegas. Sem sofrer com cada pensamento remoído, cada impressão confirmada nas ações do cotidiano. Sem me considerar uma idiota por acreditar no que se sente.

Eis apenas mais um escrito de gaveta...


Amanhã será um dia importante para mim.
Torçam por mim rs. Conhecerei meus novos "anjinhos". Hoje só conheci a nova escola.

Inté!

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Palavras


As palavras voam
De nossas bocas
Umas ferem o coração
Outras transmitem emoção

Abusadas,
Belas,
Engraçadas,
Ousadas...
Mas... palavras.

Cada palavra
Tem seu preço
Há palavras de risadas
Há palavras de desprezo.

(Palavras e palavras, em Poesia na Escola, 1995)

O poema acima foi escrito por mim, quando eu tinha doze anos. É meio bobinho (tem que ser levado em consideração o fato de eu ser uma criança praticamente na época rs), com rimas pobrezinhas. Mas é um dos meus favoritos dessa época e tem tudo a ver com o que quero conversar hoje aqui.

A palavra é mesmo fonte de mal-entendidos como nos diz Antoine de Saint-Exupéry... Tanta coisa acontece porque elas muitas vezes ganham significados diferentes da intenção daquele que as diz. Não estou aqui para defender a época do cinema mudo...rs. Mas coisa que eu ainda não consigo entender é esse jogo, essa conexão que não consegue se manter entre o que realmente queremos e o que dizemos.

Se você tem sede, você diz "Tenho sede." e bebe sua água. Pronto. No cotidiano, as pessoas não agem assim quando se trata do abstrato: sentimentos, desejos, opiniões. Sempre dizem uma coisa querendo dizer outra. Tudo bem, eu também faço isso de vez em quando e o mais bacana é a pessoa (que te conhece, é claro) entender o contrato e por fim, o real significado. Entretanto, passar a vida só agindo dessa forma é enlouquecedor. Pelo menos para quem convive com alguém que só diz as coisas assim.

É tanto medo de exposição dos próprios sentimentos que o excesso desse comportamento pode abalar certas relações,
seja de amizade ou de amor.
Se alguém ama o outro, que diga! Se alguém quer ficar com um outro, que diga também! Se não quer ficar longe, peça pra ficar! Mas diga com todas as letras e fonemas que precisar usar e não apenas "queira dizer".

Pode parecer clichê, mas todas as vezes que deixei de dizer algo que queria ter dito claramente e não falei ou "quis dizer" (não propriamente disse) foram momentos em que deixei de alguma forma de estar feliz, de me sentir bem.
Poderiam ter sido momentos importantes na hora de uma decisão , de uma partida, de uma reflexão... e não foram.

Simplemente por medo. Medo de se mostrar sensível, medo do mundo te engolir com todo seu tato, medo de ridicularização, medo de abandono, medo de reprovação ou ainda de ser rejeitado.


A vida é para ser sentida mesmo: seja um grande sentimento de felicidade ou de tristeza... Se você sente quer dizer que você vive. Então, por que medo de sentir - se essa é uma das características de estarmos vivos (se não for a principal...)?

Tente: não modalizar, deixar cair a máscara de "durão", ser mais humano e fiel nas suas palavras. Se não resolver os problemas, com certeza irá melhorar e muito as suas relações.


Comece hoje, pois amanhã já pode ser tarde para ser feliz.

Inté!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Eu costumava contar estrelas


Eu costumava contar estrelas...
Na ausência de noites estreladas,

relembro os sorrisos que recebia...
Os mais bonitos sempre foram os seus.

Eu costumava tocar músicas
Mas, no silêncio das noites insones,
toco em meu coração e sinto as mesmas vibrações
de quando suas músicas dançavam no meu corpo...

Suas palavras floresciam em mim
como flores em um jardim.

Na ausência delas,
as lembranças regam
novas palavras de saudade

no meu peito, tão cansado de sentir.

(Eu costumava contar estrelas)


Um poema feito na minha última noite de insônia... Ele consegue ser mais corajoso que eu em mostrar (e desabafar) a saudade que me invade. Saudade daquilo que não volta mais, exceto na lembrança.
Talvez, eu devesse aprender...



Um beijo!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

De que vale?


Existe uma música da Ana Carolina que o refrão dela não tem saído da minha cabeça...rs

"De que vale seu cabelo liso e as idéias enroladas

Dentro da sua cabeça


De que vale seu cabelo liso e as idéias enroladas
Dentro da sua cabeça

De que vale seu cabelo liso e as idéias enroladas

Dentro da sua cabeça


De que vale seu cabelo liso e as idéias enroladas
Dentro da sua cabeça"

As idéias estão todas muito confusas de uns tempos para cá. Os sentimentos e as sensações também. Parece que estou andando numa montanha-russa de emoções e estado de humor. Há dias e noites em que estou lá no topo, super alto astral - achando graça da vida e brindando até com copo d´água. E há aquelas horas em que fico sozinha comigo mesmo, a chamada reflexão "existencial" e tudo parace um caos.

Existe um exemplar meu, em miniatura, que fica - dentro da minha cabeça - me recriminando das minhas atitudes impulsivas, das minhas palavras sempre tão sinceras, da minha falta de preocupação sobre o que pensam de mim, da minha falta de senso, de critérios... E sei que há um fundo de verdade nesse "puxão de orelha"...

Não são as pessoas que me causam medo, senão eu mesma....rs. Acredite.
Tanto o meu lado inconsequente quanto meu lado consciente pegam muito pesado comigo rs.

E antes que possam dizer que isso é a TPM (Tensão Pré Menstrual), eu lhes respondo: é impossível ficar na TPM 30 dias por mês....rs

Preciso ir. Hoje tem estou de folga "das crianças", mas tenho planejamento escolar pra fazer o resto da tarde.

Inté!

Obs: O nome da música é Implicante, do segundo Cd. Essa parte é o refrão.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Motivo da falta de tempo


Sorry...

São 2:36 da manhã e eu estou entre cartolinas, desenhos, hidrocor - entre outros, preparando o mural da turma...

Nem ontem, nem hoje deu para postar um texto decente... ossos do ofício! Amanhã, talvez, eu consiga acabar...depois mostro o resultado final.

...

Vontade de não ser eu!
Pelo menos não nas próximas 72 horas!

Um beijo e um queijo!
E um monte de bicharada procês rs!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Viver não dói


Como é bom ficar perdido no tempo e no espaço! Sem se preocupar com horários, atrasos, chegar, sair.... Viver flutuando por aí, sem relógios e calendários! Uma maravilha... Tempo de ter preguiça. Tempo de fazer nada. Tempo de rir. Tempo de falar sozinho. Tempo de ficar sem voz de tanto se acabar na noite rs. Tempo de dormir. Tempo de cair na farra. E ainda dar tempo de curtir a praia no dia seguinte. Tempo de romper pela madrugada... Ô vida ruim...rs.

Mudando de alhos para bugalhos....rs

Como pode alguém, num repente, querer dar cabo da própria vida? Não consigo entender. Fico imaginando...quais seriam seus últimos pensamentos? Se preocuparia com as pessoas próximas que deixa por aqui? Se orgulharia de que sua ausência fosse chorada e sofrida pelos que aqui permanecem? Será que imagina para onde foge sua essência?

...Essência...

Será que o suicida vai ter a sensibilidade pra isso? Está tão mergulhado nas dores que o mundo proporciona que não consegue enxergar que as maiores dores são causadas pelo que sentimos a partir das ações externas. O mal maior vem de dentro e não de fora. O pior castigo é aquele que nos propusemos a aplicar em nós mesmos. Quem melhor que a gente mesmo para saber a sua pior punição?

Cada sentido nosso nos disperta a curiosidade para saber o que nos aguarda. O amanhã que chega sem que estejamos aqui aguardando seu desenrolar é uma fatalidade e não um desejo. Faz parte do ciclo, interminável e desconhecido, do qual fazemos parte.

E mesmo que eu não consiga decifrar todos os seus códigos, sigo na vida.
Um hora a gente cai, na outra a gente derruba....rs.



Beijoooooooooooooooooooo

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Sonata ao Luar, de Beethoven



Acordo. Não há ninguém em casa. Nenhuma presença para que pudesse dar o meu "bom dia". Nenhuma música. Eu e somente eu, sozinhas, na solidão de meu lar. Um lado de mim está bem, com a mesma felicidade e alegria cotidianos, o outro lado porém... inquieto, procura um lugar dentro ou fora (de mim ou do mundo) onde consiga se acalmar.

As horas passam. Os minutos também. Percebo que já estamos no nono dia de um novo ano. Entretanto as minhas inquietações não findaram juntamente com o ano que passou. A minha angústia oscila e os pensamentos alternam entre a razão e o coração.

Há anos atrás, eu procurava querer muito algo ou alguma coisa, coisa qualquer - pelo simples prazer de desejar de verdade. Desejar com todo querer que pudesse ser sentido. Hoje , quero e quero muito algo, tão abstrato e tão irreal, que chego a rir de mim mesma por desejo tão infeliz por mim desejado. Se eu pudesse encontrar a fada madrinha que atendeu meu pedido, eu imploraria para que o desfizesse rs. Se já sabia que um pedido desses não daria muito certo, por que me deu ouvidos? rs

O fato é que sempre acreditei que para se alcançar a felicidade, era preciso uma espécie de receitinha, como a de bolo. Alguns ingredientes, mexer bem, tornar homogênea a mistura, aquecer... e pronto! Lá estaria uma felicidade quentinha saindo do forno... Ao longo dos anos, juntei todos os ingredientes para fazer um bolo bem delicioso... mas ele, esse bolo chamado felicidade não saiu... e só então pude perceber que não há receita ou medida certa para seu alcance. A felicidade parece estar sempre conjugada no verbo passado... é difícil agarrá-la e reconhecê-la no presente.

Vejo as mãos delicadas tocarem o piano... e por um instante sinto inveja dele. Quantas vezes essas mesmas mãos tocaram em mim, me fazendo escutar as mais belas canções dos querubins?

O pensamento em você é insistente, eu sei. Mas já passa.

Girassóis para quem ler! Beijoooooo


Para fechar, um pequeno texto de Charles Chaplin, chamado VIDA:

"Já perdoei erros quase imperdoaveis, tentei substituir pessoas insubistituiveis e esquecer pessoas inesquecíveis.
Já fiz coisas por impulso, já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também decepcionei alguém.
Já abracei para proteger, já dei risadas quando não podia. Já fiz amigos eternos. Já amei e fui amado, mas também fui rejeitado. Já fui amado e não soube amar. Já gritei e pulei de tanta felicidade, Já vivi de amor e fiz juras eternas, "mas quebrei a cara" muitas vezes!
Já chorei ouvindo músicas e vendo fotos. Já liguei só para escutar uma voz. Já me apaixonei por um sorriso. Já pensei que fosse morrer de tanta saudade e tive medo de perder alguém (e acabei perdendo). Mas sobrevivi!!! E ainda vivo. Não passo pela vida e você não deveria passar. VIVA!!!
Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é muito para ser insignificante."


Ps: o título do post serve como música de fundo para a leitura do mesmo...rs... assim como serviu para escrevê-lo.



sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Tempestade de pensamentos


Prefiro a neblina à luz fluorescente do pensamento!
Quero descobrir a música que há de despertar meu corpo para melodia da vida!

"O corpo é o centro mágico do universo. O corpo é mágico porque é feito de palavras: "...e a Palavra se fez carne..."
O corpo nasce de um casamento entre carne e palavras. Quando carne e palavras fazem amor, nasce o corpo.
Mas não é toda palavra que tem o poder de fazer amor com a matéria. Somente a palavra que é música.
O corpo é uma entidade musical encantada."

(Rubem Alves - Lições de Feitiçaria)

As palavras...irrefurtáveis no alcance do desconhecido almejado!
Quisera dançar nas suas melodias e tomar o espaço vazio, construindo e criando o mundo a partir do nada!

Impossível organizar a tempestade de pensamentos em minha mente - com o corpo embriagado.
São flashes de consciência misturados aos delírios da visão destas letras embaralhadas no meu teclado!

Diante de tal embate, somente tenho algumas considerações a fazer:

*ZzzzzZzzZZZZzzzzzzZZZzzzzZZZz...
*Dividir as próprias palavras entre aqueles que reconhecemos como iguais nesta busca incessante de liberdade não tem preço....

Amanhã, quiçá, eu recobre meus sentidos para me fazer compreender aqui!

Inté!

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Nada acontece por acaso. Mesmo.



Nada acontece por acaso. É uma frase clichê, mas que cabe perfeitamente em alguma passagem de sua vida – ou já coube ou ainda caberá.

O fato é que até as piores coisas que nos acontecem possuem um bom objetivo, uma finalidade, que não é requerida ou desejada por nós – mas que simplesmente existe, tal como um imposto que todos devemos pagar em vida: cada um de nós possui sua missão – seja ela reconhecida ou não.

Ainda não reconheço a missão primordial pela qual estou aqui neste mundo, mas identifico uma curiosa experiência. É sempre através de mim que as pessoas aprendem a se liberarem. Como se eu fosse o modelo da pessoa que “aperta o botão do foda-se” e se dá bem, mas somente eu não consigo enxergar esse tão bem sucedido que as pessoas tanto falam... E por incrível que pareça dizem que aprendem ser pacientes comigo....mas logo comigo? Nem de longe sou usuária de mantras acalmantes....rs. Nada acontece por acaso, isso sim, é fato.

Da maneira que todos me pintam, a impressão que me passam é de que minha imagem é de alguém que não se estressa nunca (quem me dera), que é sempre alto astral (meu mau humor é tão ácido!)... Muito estranho os rótulos que levamos e a imagem que fazemos de nós mesmos, quando entram em contradição então...

Enfim, umas últimas atitudes que venho observando de alguns indivíduos me levam a escrever este texto de hoje. Por que as pessoas nunca dizem aquilo que realmente desejam dizer? Por que somente quando possuem a sensação de perda é que tentam qualquer altitude idiota como último recurso? Por que existe alguns que vão morrer achando que tem uma razão que nunca foi sua? Por que as pessoas simplesmente não são felizes sem ter que publicar em Outdoors? Por que os homens (especificamente) precisam sempre mostrar sua masculinidade e sua nova Pedrita (tal como o novo carro, novo imóvel)? Por que as pessoas não têm medo de expor suas vidas em meio eletrônico e possuem receio de demonstrar sentimentos?

Há algumas perguntas que me fazem e que eu gostaria de responder com muita sinceridade. Mas receio de que as pessoas que questionam nunca entenderiam minhas respostas....por isso é melhor que recebam apenas nossas respostas automáticas. Aquelas respostas bem sem-vergonhas, que nem precisamos estar presentes para dá-las.

Tenho um mundo de coisas para fazer, ler, estudar, pensar, escrever... mas ultimamente só tenho feito aquilo que realmente tenho vontade de fazer naquele momento. Eu estava com vontade de escrever isso aqui, mesmo sabendo que não há público para estas linhas fantasmagóricas.

Sinto como se eu estivesse mandando meu recado: pegue a inveja que sentes de mim e enfia no #%*@#$%¨&*! Seja feliz de verdade, seja feliz para e por você e não apenas para mostrar-me de que você pode sê-lo – porque isso não fará a menor diferença para mim!

Vá procurar o que fazer!
Beijoooooooo =)