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quinta-feira, 20 de março de 2008

Listas


Poderia, eu, começar contando cada passo que me fez ficar distante do meu pedaço...

A princípio, apenas os listarei e de acordo com o tempo que eu tiver livre - estarei contando para vocês com maiores detalhes depois.


Alguns acontecimentos: volta às aulas na faculdade, mudança de endereço (sem Mamy- óooh), dobra (uma segunda turminha pra lecionar) no trabalho, duas festinhas de Páscoa pra organizar e concretizar... rs.

Basicamente, foram estes.
Ainda temos um fim de semana inteiro para colocar o papo em dia rs!

Um beijo e um queijo!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Meme interessante

Minha amiga Talita, mais conhecida aqui na blogsfera como Fada (http://fadamutante.blogspot.com), indicou um Meme interessante (eu nem imaginava o que seria um meme rs):

Dizer 5 coisas sobre mim que poucas pessoas sabem....


Complicado, não? rs Aliás, quase a totalidade dos leitores (se é que eles existem...rs) pouco sabem sobre a minha pessoa. Sabem um pouquinho do que penso, mas... enfim, aceitei o desafio para tentar reverter esse quadro.

A primeira delas.... é que eu era loirinha, de cachinhos, quando era criança. Filha de uma brasileira morena com um argentino branquelo rs... Como papai era bem mais velho que mamãe (32 anos de diferença....eita! rs), quando me viam no colo de meu pai - pensavam que ele era meu avô e isso o deixava bem bravo (sem trocadilhos com o meu sobrenome, por favor...) e quando me viam no colo de minha mãe, pensavam que ela era minha babá (vejam só que preconceito... absurdo, né?). Segue abaixo uma foto pra comprovar.




A segunda... é que eu não como carne vermelha e nem frango. Só peixes e frutos do mar, além dos derivados de carnes normais: patês, salsichas, presunto, etc. Antes que pensem que sou vegetariana, eu vos digo: eu sou vegetarista! rs Entenda: vegetariano é diferente de vegetarista. Enquanto vegetariano é radical e não come nada que é de origem animal, o vegetarista só não come algumas coisas de origem animal (eu li isso na comunidade do orkut Vegetarianos - há boas discussões lá). Há quem diga que sou fresca e há quem diga que faço bem em ser assim...o fato é que não sou vegetarista por questões políticas (ou que vão matar os bichinhos, ou que eu não como um ser vivo como eu - como muitos pregam...) - é questão de gosto, de paladar. Não curto o sabor de carne e muito menos o de frango
- frango então, eu não suporto nem o cheiro, me dá náuseas.

A terceira... eu já gravei um comercial do meu antigo trabalho. Comercial da Rede Manaus de Pneus, bem curtinho de 30 segundos, em que eu aparecia no call center atendendo ligações com mais duas amigas enquanto o narrador falava sobre as lojas e passava no intervalo do programa Carga Pesada na Globo, isso por volta de 2004. Pena que eu nem imagino onde está gravado esse comercial para postar aqui pra vocês rirem um pouquinho.

A quarta... apesar de ser formada em Pedagogia e estar cursando a minha segunda graduação em Letras e atuar única e exclusivamente na área da Educação... eu sou formada em Técnico em Patologia Clínica e fiz estágio por oito meses num hospital público, colhendo sangue, mexendo em urina e fezes (eca! argh....). Acreditem!

A quinta e última... tenho pânico de aranhas....
Me dá medo, acho nojento, aquele monte de perninhas horrorosas...sei lá. Se vejo alguma perdida pela casa, eu saio correndo - como se fosse de um grande monstro. Parece engraçado, mas não é. Pelo menos pra mim, né? rs

Bom, por hoje é isso...
Inté!


quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Você tem medo de quê?


Estou deitada no colo da minha mãe no sofá da sala. Há apenas a luz que vem da televisão. Sinto meu corpo ficar mole, lento... Não sei o que se passa, mas sinto que as coisas não estão normais. - Como eu não sei o que é isso, não vou falar com a minha mãe. Sono, muito sono.

Tempo...


E o dia em que eu não existir mais? Que eu morrer? Para onde será que vai o meu pensamento? Será que ele simplesmente some? Será que ele vive em outro lugar? Como é que eu poderia saber isso? Como será isso?

Fechei os olhos e franzi o rosto, apertando-os. Minhas mãos fechadas tentavam contribuir para o feito, levadas ao rosto. Eu ainda estava deitada no colo da minha mãe, mas era como se nesse gesto eu pudesse fazer que o pensamento se descolasse do corpo. Queria saber onde seria capaz de chegar...

A lembrança acaba aí... não me recordo mais o que aconteceu. Essa é a mais remota que eu tenho e buscando um elo com as histórias que minha mãe conta, essa passagem coincide com o dia em que eu quase morri intoxicada com agrião aos quatro anos. Fui levada às pressas ao hospital, já com os lábios roxos - após adormecer no sofá depois de jantar...


É claro que, como toda lembrança que fica empoeirada ao longo dos anos, a imagem que eu retrato agora esteja revestida com as interpretações que faço hoje daquelas sensações, ainda vivas na memória. E toda vez que eu me pego diante de algo que eu esteja com medo, essa sensação, essa lembrança vem à tona.

Ainda que eu não esteja brincando de jogo da verdade comigo mesma, é desconfortável tocar nos nossos próprios receios. Tentar falar um pouco desse lado tão guardado por nós, a sete chaves. A sensação é de que se eu tiver coragem de acender a luz, só então saberei distinguir quais são os monstros de verdade daqueles que são apenas fantasmas bobos. Ao falar sobre meus medos é o meu lado corajoso que propõe isso.


Uma das certezas sobre meus medos é que a cada dia me acovardo mais.
Posso dizer que sou muito mais medrosa hoje se comparado há 10 anos atrás. E há também aqueles medos que já são de estimação (essa foi péssima, admito rs), como o medo da morte, de perder os entes queridos, medo gigante de altura (chega a dar aquele suor na palma das mãos)... Aqueles que poderiam ser considerados, numa escala, como medianos são o medo de perder os amigos (seja por morte, seja em vida - através de brigas, desentendimentos..), de não conseguir ser uma boa profissional, de não conseguir encontrar a minha metade (eu sei que anda por aí...), medo de envelhecer sem boas condições financeiras, medo de ter medo demais e por isso não aproveitar o bom da vida, medo de perdoar e de não ser perdoado (contraditório, não?), medo de ter decepções, de ser injusta. Medo de tentar outra vez, medo de ser esquecida, medo de generalizar demais o mundo, medo de não gostar o suficiente de mim. Medo de não demonstrar amor àqueles que amo, no meu cotidiano. Essas coisas.


Um outro medo mediano, mas que eu diria que é um desses adquiridos recentemente, é sobre a maternidade. Surpreendente será, para aqueles que me conhecem, ler o que estou assumindo aqui. Todos sabem que nunca tive o desejo de ser mãe, mas tenho tido umas angústias de como se o tempo fosse acabar antes que eu pudesse dar minha contribuição aqui no mundo (como se precisasse...já tem tanta gente nesse mundão...rs). De uma hora para outra me pareceu imprescindível isso, de que eu ainda quero ter um filho. Mesmo depois de todos esses anos pregando de que pode ser uma loucura dar um mundo desse que nós temos, com tantos poréns e injustiças, para alguém viver nele. No final das contas, o que vale dizer é que ainda dá tempo....rs (ufa!).

Até que chegamos aos menores medos: de barata, de lacraia, de ladrão, de que chova muito, do salário acabar antes do término do mês, de que esqueçam do nosso aniversário, de levarmos bomba na faculdade, de levarmos bolo num encontro, de acabar a luz, de levar esporro em casa quando chegarmos tarde da noite (ou madrugada), de exagerar na dose (todo excesso em si, assim como o de beber também rs), de entrar no mar, de aprender a dirigir (calma, que já estou na auto escola rs), de barulhos estranhos durante a noite, de trovão, de relâmpago, de achar um bicho na comida, de chegar atrasada, de cair de bicicleta (acho que é por isso que nunca aprendi a andar rs), de filme de terror, de não ganhar carinho, do dente doer...enfim, medinhos....

E você? Tem medo de quê?
Esse medo te incomoda? Ou você tem coragem de encará-lo?


Um beijo!



segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Poliana como sempre fui...rsrsrsrs



Andar descalça. Comer barras inteiras de chocolate. Receber mensagens de carinho, de saudades, com convites. Tomar banho de chuva. Escutar música. Muitas músicas. Tomar decisões. Cair e levantar. Sorrir. Receber email de amigos. Se sentir importante para alguém. Colocar o papo em dia por telefone, por horas e horas. Rir sem motivo. Rir dos amigos. Rir com eles tb. Acordar tarde. Dormir altas horas da madrugada. Passar uma noite em claro. Dormir por um dia inteiro rs. Andar de calcinha e sutiã pela casa rsrsrs (essa não vale para os rapazes). Esquecer do calendário. Sentir saudades dos meus alunos. Visitar o antigo trabalho e ser bem recebida. Curtir uma noite de sexta como nos velhos tempos. Ver as pessoas fazerem papéis de bobas rs. Por gosto! rsrsrs Colocar os planos em prática. Vê-los dar certo. Paquerar. Ser paquerada. Velhos amigos, novos amigos. Abraços. Cafunés. Beijos. Fotos, muitas fotos: novas, antigas. Parque de diversões. Se sentir querida. Ter razão. Ser convencida do contrário. Ler. Ler mais de um livro ao mesmo tempo. Receber poemas. Escrever poemas. Comida japonesa. Cantar bem alto (embaixo do chuveiro, é claro). Rir de si mesma. Implicar, ser implicada (rsrsrs). Ir ao cinema. Viajar. Voltar. Tomar sorvete. Sentir calor, sentir frio. Esquecer. Esquecer tudo que é desagradável. Esquecer o que já fez mais falta. Repor o seu lugar. Tomar pileque rs. Ler gibis. Almoçar com amigos. Ganhar colo dos amigos. Praia, muita praia. Com muitos amigos, é claro. Não precisar de relógios. Comer gelo rsrsrs. Crianças. Brincar com elas. Arrotar. Bem alto rsrsrs. E rir disso. Rir da careta da minha mãe me recriminando por isso. Viver a bonanza depois de um temporal de más sensações. Superar frustrações. Balas e doces. Resolver pendências. Começar novas etapas. Arrumar, desarrumar tudo de novo. Fazer bagunçaaaaaaa! Receber notícias boas. Desenhar. Assistir filmes. Fazer origames rsrsrsrs. Ensiná-los. Deitar no chão. Dormir sem querer no sofá. Com a tv ligada, ainda por cima rs. Encontrar amigos distantes. Comidinha da mamãe. Comprar CDs. Mudar planos. Retomá-los. Ser sincera. Receber declaração de amor. Principalmente quando se sente a última das últimas. Ser achar bobona. Se achar bonita. Se sentir alegre. Deixar alguém curioso. Matar curiosidade nossa. Ver o pôr do sol. Assistir o sol nascer. Instalar novas peças no computador sozinha rsrs. Êeeeeee. Algo dar certo. Ir bem numa prova para a qual não estudou. Jogar vídeogame. Até a mãe pegando no pé tá bom. Comer jujubas. Fazer brigadeiro. Comê-lo todo sozinha, com muita coca-cola. Flores. Ganhá-las. Contar histórias, escutá-las. Conversar. Horas de conversas. Surpresas boas. Presentes. Um montão de dias ainda para aproveitar. Aprender. Ensinar. Os dois juntos.

Eu gostaria de escrever algo bem "pra cima"...
Como não surgiram muitas idéias (até que apareceram algumas, mas ainda estavam um pouco amargas - não valiam a pena), resolvi listar uma série de coisas boas que estão acontecendo nas minhas férias...


As ruins já joguei fora. Não valem nem o esforço de pensá-las. =P


Inté!