
Sim, eu voltei.
Mais de um ano se passou depois do último post aqui.
Não sei por quanto tempo. Em que nível de (des)qualidade? Com que (des)humor?
Voltei porque tive saudade. Voltei porque não tive coragem de deletar.
Ainda que eu continue não tendo tempo para nada.
Voltei.
Escreverei um post melhor, amanhã - quem sabe? rs
Voltar já é um começo.
Beijossss
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quinta-feira, 27 de agosto de 2009
"Aqui me tens de regresso..."
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domingo, 11 de maio de 2008
"Mais de mil palhaços no salão"...
Eu não poderia deixar de expressar a minha impressão sobre determinados palhaços que aparecem em nossas vidas (vulgo homens rs)...
Fazendo uma análise, assim como as meninas do "Homem é tudo palhaço", percebi que nos últimos tempos tenho vivido minha vida amorosa num tremendo picadeiro... como diria a música: "mais de mil palhaços no salão"...
Tem para todos os gostos: aqueles que mudam de opinião da noite para o dia - dormem jurando que te amam e que você é a mulher da vida deles e acordam dizendo que estavam apenas tentando se apegar à você...
Tudo bem se você usa saias curtas, saltos, tenha o cabelo vermelho, use piercings, seja extrovertida, saia com as amigas, beba cerveja ou fume seu cigarro... só não pode ser a namorada (matriz), só serve como amante (filial)... "Afinal, mulher minha é outra história..."
Um outro palhaço teve o descaramento de depois de vocês sabem o quê, começar a falar de ex enquanto descansava do 1º round....como se quem estivesse ao lado fosse a ex, vivendo uma sessão flashback, tudo bem se fosse o caso, mas o fato que era a atual namorada que estava ao lado dele... Não tive como não perguntar: "Você acha que tem pouca gente na nossa cama?" Putz...
Palhaçada mor: " (...) não estou com cabeça para namorar agora, o mundo está desabando na minha cabeça: doença na família, grana curta, muito trabalho.... não é você, sou eu...." Depois de um mês do rompimento, novo estátus de relacionamento do palhaço no Orkut: namorando.... ("O céu já acabou de desabar na sua cabeça?" - minha pergunta mais que pertinente rs).
Palhaçada liberal: "Eu sei que a gente não se assumiu como namorados, mas a gente sempre está se vendo, você vem aqui para casa, a gente se gosta e blá, blá, blá ... mas tem como você não me procurar só por essa semana?"... É claro, que a minha cara ficou como aquela bem conhecida, a de paisagem e com um leve toque de interrogação... Diante do silêncio, ele arrematou: "É que vou receber uma amiga de outro estado aqui em casa... como a gente já ficou em outras vezes, pode ser que role alguma coisa, assim como pode ser que não role nada... Quando ela for embora, a gente volta ao normal..." (o que será que ele entendia como normal? rs). Não tive como evitar: "Olha, a vida é sua... a casa é sua... o p*** é seu.... Eu não sou nada sua, então você faça o que bem entender...". No mesmo dia ainda escutei: "Ué, quer dizer que estou levando um pé na bunda? Não vai rolar nem uma noite de despedida?".... o que será que ele esperava ouvir? (Homerada, não precisa tentar defender....).
Palhaçadinhas: " Você tem tudo que um homem pode desejar: blá, blá, blá Wiskas sachê e principalmente na cama....". Outro bilhete: mesmo lenga lenga e frisando o novamente "na cama". Nas conversas, a mesma coisa: "Mas na cama...". Depois de 70% do namoro ter sido na cama literalmente (nenhum outro programa tinha muita graça ou estava muito cansado para tal)... uma das frases de término de namoro: "Eu não quero que você pense mal de mim... que fique pensando que eu só queria cama com você... isso me faria muuuito mal.". E quer que eu pense o quê, seu engraçado?
Um dia depois de eu ter conhecido a sogra: "Acho que minha mãe estava certa, preciso ficar um tempo sozinho...não posso emendar um namoro no outro..." - depois de passar 5 semanas emendando um namoro no outro, sem maiores problemas.... Vá ser "pau mandado" lá na puta que pariu....
Palhaçada The Flash: tempo para pedir em namoro em casa - 2 dias; tempo para pedir em casamento e chamar para ver as alianças - 1 semana; tempo para pedir um filho - 1 mês... 37 dias depois: "Preciso de um tempo para pensar...", ele me disse. Minha resposta: "Querido, você terá todo o tempo do universo... não quero ficar namorando moleques que não sabem o que querem. Acabou o namoro...". Tinha como uma palhaçada dessa dar certo? Nunca, né...
Vale ainda aquele velho ditado popular: "Antes, só que mal acompanhado."
Um super beijo!
Inté!
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Durma com um barulho desse,
Recordar é viver
segunda-feira, 3 de março de 2008
Pílulas
"Ah, se eu fosse um peixinho e soubesse nadar, eu tirava ... do fundo do mar."
Minha primeira aula na outra escola, com minha mais nova turminha. Uns fofos, espertos, carinhosos e inteligentes. Já comecei até ganhar cartinha hoje rs.
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Minha primeira aula na outra escola, com minha mais nova turminha. Uns fofos, espertos, carinhosos e inteligentes. Já comecei até ganhar cartinha hoje rs.
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Hoje me senti inserida num filme de enigmas, numa charada...rs. Encontrei uma carta de baralho com uma dama de paus. Depois tropecei numa chave perdida na rua. Quando estava quase na porta de casa ainda me deparei com 4 gatos iguais (de mesmo tamanho e cor rs). Sem falar no sapo (ou perereca rs) que apareceu na minha cozinha ontem quando fui lavar a louça....putz. Coisas sem pés nem cabeças rs.
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Ainda naquela sessão nostalgia...hoje foi o dia das fotos. Encontrei um cd com algumas fotos do ano passado. Lembrei do perrengue em Curitiba no Enel (Encontro Nacional de Estudantes de Letras), fotos antigas de amigas e mamãe, fotos do carnaval do ano passado rs, fotos da minha formatura... Bons momentos.
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Na escola nova hoje, me senti um dos meus alunos... a Orientadora Pedagógica chegou na minha sala e perguntou se eu estava com meu caderno de Plano de Aula (detalhe: eles não me deram nem o meu material para trabalhar neste ano ainda rs). Dei meu caderno para ela. No final da aula quando reparei o meu caderno, ela havia carimbado meu caderno no meu planejamento de hoje um desenho da Hello Kitty com o nome dela e matrícula e um "Parabéns" escrito a caneta. É para me sentir ou não no lugar dos meus alunos? Quem geralmente faz isso sou eu...rs.
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Mais uma viagem entre amigas a caminho... em fase de planejamento. Iuuuuuuuuuuuuuuuuppiiiiii!
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Um beijooooo.
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Ainda naquela sessão nostalgia...hoje foi o dia das fotos. Encontrei um cd com algumas fotos do ano passado. Lembrei do perrengue em Curitiba no Enel (Encontro Nacional de Estudantes de Letras), fotos antigas de amigas e mamãe, fotos do carnaval do ano passado rs, fotos da minha formatura... Bons momentos.
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Na escola nova hoje, me senti um dos meus alunos... a Orientadora Pedagógica chegou na minha sala e perguntou se eu estava com meu caderno de Plano de Aula (detalhe: eles não me deram nem o meu material para trabalhar neste ano ainda rs). Dei meu caderno para ela. No final da aula quando reparei o meu caderno, ela havia carimbado meu caderno no meu planejamento de hoje um desenho da Hello Kitty com o nome dela e matrícula e um "Parabéns" escrito a caneta. É para me sentir ou não no lugar dos meus alunos? Quem geralmente faz isso sou eu...rs.
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Mais uma viagem entre amigas a caminho... em fase de planejamento. Iuuuuuuuuuuuuuuuuppiiiiii!
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Um beijooooo.
domingo, 2 de março de 2008
"Que eu tô voltando..."
O fim de semana passou inteiro, me dando a sensação que tivesse sido um mês. Ao mesmo tempo que nem de longe fiz todas as coisas que eu planejei colocar em dia.
Fiquei trancada em casa com minhas músicas, meus livros, minhas idéias. E para que nenhuma pudesse fugir de mim, fechei as janelas, desliguei o computador, tirei o telefone do gancho, deixei o celular sem bateria... Deu certo. Elas não fugiram, mas também (não sei se por falta de interação rs) não modificaram muito, não dançaram na cabeça alheia, não sorriram (só choraram), não me ajudaram, não me deixaram escrever poemas, nem se aprimoraram rs. Ou seja, elas não me fizeram boa companhia rs.
A necessidade que tenho das palavras me fez ligar, ao menos hoje, o meu computador para ver o meu cantinho (que é aqui !)... Não sei se pelo que escutei ou se pelo que li, senti falta de mim de volta... Aquela eu difícil de se abalar...rs. Aquela que ri dos próprios infortúnios, que ri até em hora que não pode. Acho que aquela, e não essa aqui, é que pode reverter toda situação que me encontro. Experiências anteriores me provam que tenho mais força do que eu mesma possa imaginar e não será uma desilusão ou um mal antigo que cresce dentro de mim (e que dói de vez em quando) que me derrubarão. Isso não.
Entre os meus guardados encontrei um livreto meu de poemas... Como eu ri da minha ingenuidade: a capa era feita de uma cartolina com palavras nitidamente feitas com aquela régua que tem o alfabeto (tipo fôrmas né). O que tava escrito na capa? rs. O meu nome completo e um título bem "batido": Amor poético (acho que hoje eu não entitularia um livro meu de poemas assim rs). Não há desenhos (na capa). Ela é revestida com um papel contact transparente que por dentro é cheio de raspas de giz de cera e lápis de cor (bem coloridos), bem abstrato. Dentro há 8 poemas datilografados rs (na minha boa e velha máquina de escrever elétrica, que ainda tenho até hoje como já disse outro dia) e ilustrados por mim com giz de cera. Alguns poemas falavam sobre o nordeste e sua seca, há um sobre o Ayrton Senna, outro sobre natureza, mais um sobre a vida e assim por diante... O livreto não vale pela sua apresentação ou pela qualidade infantil dos poemas e sim pela ousadia nele impressa, na tentativa e iniciativa própria de correr atrás de um desejo.
Gostosa essa descoberta. É um misto de saudade do que já fui e uma admiração de quanto já cresci (e como foi rápido rs) e amadureci (em alguns assuntos admito que posso ter regredido rs...).
O lado bom de ser uma desvairada desorganizada (tanto na minha vida sentimental quanto material - não venham no meu quarto hoje rs, está um caos) é achar esses escritos que vou encontrando em velhos livros e pastas. Geralmente estou procurando algo na bagunça deste pobre quarto e quando encontro algum escrito meu antigo até esqueço o que procurava...rs. É sempre bom parar e comparar os pensamentos antigos com os novos, confrontá-los ou reafirmá-los.
Esqueci até que estava triste. Não reparei nem mesmo que estava com cara de choro rs. Passou como se tivesse encontrado uma varinha de condão para curar minha tristeza, ao menos nesse momento. Melhorei ainda mais quando vi alguns recadinhos para mim aqui e lhes devolvo um recadinho meu: como podem ser meus leitores? rs Mesmo assim agradeço a companhia e as palavras. Elas me comprovam que ainda estou viva, apesar de não estar "vivendo".
Sim, pode ser um exagero. Mas se para Descartes a idéia de existir está totalmente associada à idéia de pensar - utilizando a mesma analogia posso dizer que: Escrevo, logo vivo.
(...) A vida é
O perder e o ganhar
O esconder e o achar
De corações
Atrás de rostos na multidão...
(pedacinho de A vida , do meu livreto rsrsrs)
Desejo uma linda semana para todos nós.
Um beijo!
Inté!
Fiquei trancada em casa com minhas músicas, meus livros, minhas idéias. E para que nenhuma pudesse fugir de mim, fechei as janelas, desliguei o computador, tirei o telefone do gancho, deixei o celular sem bateria... Deu certo. Elas não fugiram, mas também (não sei se por falta de interação rs) não modificaram muito, não dançaram na cabeça alheia, não sorriram (só choraram), não me ajudaram, não me deixaram escrever poemas, nem se aprimoraram rs. Ou seja, elas não me fizeram boa companhia rs.
A necessidade que tenho das palavras me fez ligar, ao menos hoje, o meu computador para ver o meu cantinho (que é aqui !)... Não sei se pelo que escutei ou se pelo que li, senti falta de mim de volta... Aquela eu difícil de se abalar...rs. Aquela que ri dos próprios infortúnios, que ri até em hora que não pode. Acho que aquela, e não essa aqui, é que pode reverter toda situação que me encontro. Experiências anteriores me provam que tenho mais força do que eu mesma possa imaginar e não será uma desilusão ou um mal antigo que cresce dentro de mim (e que dói de vez em quando) que me derrubarão. Isso não.
Entre os meus guardados encontrei um livreto meu de poemas... Como eu ri da minha ingenuidade: a capa era feita de uma cartolina com palavras nitidamente feitas com aquela régua que tem o alfabeto (tipo fôrmas né). O que tava escrito na capa? rs. O meu nome completo e um título bem "batido": Amor poético (acho que hoje eu não entitularia um livro meu de poemas assim rs). Não há desenhos (na capa). Ela é revestida com um papel contact transparente que por dentro é cheio de raspas de giz de cera e lápis de cor (bem coloridos), bem abstrato. Dentro há 8 poemas datilografados rs (na minha boa e velha máquina de escrever elétrica, que ainda tenho até hoje como já disse outro dia) e ilustrados por mim com giz de cera. Alguns poemas falavam sobre o nordeste e sua seca, há um sobre o Ayrton Senna, outro sobre natureza, mais um sobre a vida e assim por diante... O livreto não vale pela sua apresentação ou pela qualidade infantil dos poemas e sim pela ousadia nele impressa, na tentativa e iniciativa própria de correr atrás de um desejo.
Gostosa essa descoberta. É um misto de saudade do que já fui e uma admiração de quanto já cresci (e como foi rápido rs) e amadureci (em alguns assuntos admito que posso ter regredido rs...).
O lado bom de ser uma desvairada desorganizada (tanto na minha vida sentimental quanto material - não venham no meu quarto hoje rs, está um caos) é achar esses escritos que vou encontrando em velhos livros e pastas. Geralmente estou procurando algo na bagunça deste pobre quarto e quando encontro algum escrito meu antigo até esqueço o que procurava...rs. É sempre bom parar e comparar os pensamentos antigos com os novos, confrontá-los ou reafirmá-los.
Esqueci até que estava triste. Não reparei nem mesmo que estava com cara de choro rs. Passou como se tivesse encontrado uma varinha de condão para curar minha tristeza, ao menos nesse momento. Melhorei ainda mais quando vi alguns recadinhos para mim aqui e lhes devolvo um recadinho meu: como podem ser meus leitores? rs Mesmo assim agradeço a companhia e as palavras. Elas me comprovam que ainda estou viva, apesar de não estar "vivendo".
Sim, pode ser um exagero. Mas se para Descartes a idéia de existir está totalmente associada à idéia de pensar - utilizando a mesma analogia posso dizer que: Escrevo, logo vivo.
(...) A vida é
O perder e o ganhar
O esconder e o achar
De corações
Atrás de rostos na multidão...
(pedacinho de A vida , do meu livreto rsrsrs)
Desejo uma linda semana para todos nós.
Um beijo!
Inté!
Desvairado, escrito e postado por
Pétala Rubra
às
12:12 PM
1 outro(s) devaneio(s), faça você também!
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sábado, 23 de fevereiro de 2008
Identidade
Nessa semana fui buscar a segunda via da minha identidade... segunda via é maneira de falar né, porque na verdade é a terceira identidade que eu tiro.
A primeira vez que fui tirar o documento, eu tinha quinze anos. Como eu estava me preparando para fazer a prova para uma escola estadual de segundo grau (agora é Ensino Médio) do meu bairro, corria um boato que eu tinha que ter a identidade para fazer a prova. Tinha um amigo da família, o Zé que sempre fazia minhas vontades... um amor. Me chamava de "fia" e nessa situação se ofereceu pra me levar pra fazer o documento. Foi também o nosso último passeio juntos, pois um mês depois desse episódio - ele teve um aneurisma e faleceu. Foi bem triste, logo ele que era tão animado.
Isso em 1996, lembro que tinha que pagar 50$ pro despachante para não precisar enfrentar aquela fila toda... E a identidade eu trouxe no mesmo dia, na mesma hora... Cheguei na loja da minha mãe toda contente, já me sentindo adulta só por causa do documento... eu ainda usava meus cachinhos dourados... Acabou que para a prova mesmo nem exigiram nada, mas valeu porque eu ia precisar tirar mesmo...rs. Ainda guardo essa "primeira" como recordação na minha gaveta.
Na minha primeira identidade a foto era colada mesmo no documento e eles escreviam IFP (Instituto Félix Pacheco) pontilhado, entre a foto e o papel... Com o tempo, ela foi ficando um trapo e eu ainda caí na asneira de plastificá-la...e como a plastificação era ruim, ficou pior ainda e já não era aceita em muitos lugares...sem falar da cara de criança que eu estava na foto... decidi tirar uma segunda via.
Na época, eu tinha um namorado que também queria tirar o documento, então era mais um incentivo... Nós dois estávamos de férias, tiramos as fotos, pagamos a taxa no banco e correu tudo bem. Nesse documento a foto já era digital e acabei incluindo o número do meu CPF. Isso foi em 2005 e eu já estava na versão "progressivada" e ruiva rsrsrs.
No meio de 2007, minha identidade sumiu, evaporou, nem sei onde perdi... Passei a andar com a carteira de trabalho na bolsa...Maior micão apresentar aquela identificação daquele tamanho todo, mas não tinha jeito... Ainda mais que havia me inscrito em um monte de concurso... E fiquei 6 meses nessa vida, ninguém merece - eu pensava rs.
Agora nas minha últimas férias (janeiro/2008) tomei vergonha e resolvi tirar a minha terceira via... e dessa vez incluí o PIS também...agora ela está tinindo de nova e com dados todos completos rs. Mas a foto...vou te contar, hein... Tá parecendo que estou com uma máscara, de tão clara que ficou a foto quando a escanearam. Mas tudo bem. Importa que voltei a ser uma pessoa identificável... até perdê-la novamente. Aff....
Beijossss!
A primeira vez que fui tirar o documento, eu tinha quinze anos. Como eu estava me preparando para fazer a prova para uma escola estadual de segundo grau (agora é Ensino Médio) do meu bairro, corria um boato que eu tinha que ter a identidade para fazer a prova. Tinha um amigo da família, o Zé que sempre fazia minhas vontades... um amor. Me chamava de "fia" e nessa situação se ofereceu pra me levar pra fazer o documento. Foi também o nosso último passeio juntos, pois um mês depois desse episódio - ele teve um aneurisma e faleceu. Foi bem triste, logo ele que era tão animado.
Isso em 1996, lembro que tinha que pagar 50$ pro despachante para não precisar enfrentar aquela fila toda... E a identidade eu trouxe no mesmo dia, na mesma hora... Cheguei na loja da minha mãe toda contente, já me sentindo adulta só por causa do documento... eu ainda usava meus cachinhos dourados... Acabou que para a prova mesmo nem exigiram nada, mas valeu porque eu ia precisar tirar mesmo...rs. Ainda guardo essa "primeira" como recordação na minha gaveta.
Na minha primeira identidade a foto era colada mesmo no documento e eles escreviam IFP (Instituto Félix Pacheco) pontilhado, entre a foto e o papel... Com o tempo, ela foi ficando um trapo e eu ainda caí na asneira de plastificá-la...e como a plastificação era ruim, ficou pior ainda e já não era aceita em muitos lugares...sem falar da cara de criança que eu estava na foto... decidi tirar uma segunda via.
Na época, eu tinha um namorado que também queria tirar o documento, então era mais um incentivo... Nós dois estávamos de férias, tiramos as fotos, pagamos a taxa no banco e correu tudo bem. Nesse documento a foto já era digital e acabei incluindo o número do meu CPF. Isso foi em 2005 e eu já estava na versão "progressivada" e ruiva rsrsrs.
No meio de 2007, minha identidade sumiu, evaporou, nem sei onde perdi... Passei a andar com a carteira de trabalho na bolsa...Maior micão apresentar aquela identificação daquele tamanho todo, mas não tinha jeito... Ainda mais que havia me inscrito em um monte de concurso... E fiquei 6 meses nessa vida, ninguém merece - eu pensava rs.
Agora nas minha últimas férias (janeiro/2008) tomei vergonha e resolvi tirar a minha terceira via... e dessa vez incluí o PIS também...agora ela está tinindo de nova e com dados todos completos rs. Mas a foto...vou te contar, hein... Tá parecendo que estou com uma máscara, de tão clara que ficou a foto quando a escanearam. Mas tudo bem. Importa que voltei a ser uma pessoa identificável... até perdê-la novamente. Aff....
Beijossss!
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terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Carta única

Um pequeno cartão azul. Mensagem: "Nós dois..."
Dentro. Mensagem: "...olho no olho, frio na barriga, coração que salta no peito... você me faz estranhamente feliz!"
Num pedaço azul do cartão, o desenho de 2 gatos com cara de babaca, algumas palavras escritas com letrinha bem desenhada (bem parecida com desenho animado rs):
"Nunca vivi uma sensação tão intensa, gostosa e bonita quanto estou vivendo com você. Você é extrema em tudo: extremamente linda, extremamente carinhosa, extremamente fofa, extremamente simpática e tudo mais que possa imaginar que um homem deseja em uma mulher. Desculpe pelas minhas preocupações, mas é que quero preservar estes momentos como estão e nunca quero magoar uma pessoa tão especial como você. Me desculpe ter invadido assim a sua vida. Um beijo daqueles e saiba que te adoro."
Eu entendi: "É estou começando a gostar de você. Pode ser que dê certo."
Lição do episódio: Os fins justificam os meios. Homens falam exatamente aquilo que nós mulheres queremos escutar para conseguirem o que eles querem, no final das contas.
Me dêem um desconto. É só um comentário meio ácido numa noite de insônia.
Inté!
"Nunca vivi uma sensação tão intensa, gostosa e bonita quanto estou vivendo com você. Você é extrema em tudo: extremamente linda, extremamente carinhosa, extremamente fofa, extremamente simpática e tudo mais que possa imaginar que um homem deseja em uma mulher. Desculpe pelas minhas preocupações, mas é que quero preservar estes momentos como estão e nunca quero magoar uma pessoa tão especial como você. Me desculpe ter invadido assim a sua vida. Um beijo daqueles e saiba que te adoro."
Eu entendi: "É estou começando a gostar de você. Pode ser que dê certo."
Lição do episódio: Os fins justificam os meios. Homens falam exatamente aquilo que nós mulheres queremos escutar para conseguirem o que eles querem, no final das contas.
Me dêem um desconto. É só um comentário meio ácido numa noite de insônia.
Inté!
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Vã filosofia
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Entre vitrolas e máquinas de escrever
Numa dessas conversas gostosas, de depois do almoço, me bateu a nostalgia ao lembrar de velhos hábitos. Lembrei, como se fosse hoje, do dia em que ganhei minha máquina de escrever elétrica. Imagino que os mais novos devem perguntar - Nossa, quantos anos essa garota tem?- garanto que não são muitos rs, mas os suficientes para ter vivido o tempo de transição de algumas coisas - como a do LP para o CD, por exemplo.
Era meu aniversário de 12 anos e eu sempre gostei de escrever. Poesias, estórias, pensamentos. E por mais insignificantes que fossem as coisas que eu escrevia, sonhava com o dia em que poderia saborear o momento de datilografá-las, com aquele letrinha inconfundível de máquina de escrever mesmo. Quando ganhei uma elétrica da minha mãe, nem podia acreditar. Bastava você encostar o dedo nas teclas e já batia as letras bem pretinhas no papel, bem diferente daquela tradiconal, em que se afundava (e com força rs) os dedos nas teclas para sair alguma coisa. É claro que ainda guardo minha máquina de escrever elétrica, na bagunça do meu quarto. Até hoje. E dois anos mais tarde, quando ganhei meu primeiro computador, esse encantamento foi quebrado e substituído pela digitação com direito à memória rs.
E quem não lembra (os mais velhos ou os da minha época rs) dos equívocos que as pessoas faziam quando o CD surgiu no mercado? Acostumados com o LP, sempre tinha um que perguntava: - Dá pra escutar o lado B também? Cabe mais de uma música nesse disquinho tão pequeno? Perguntas que nos soam como piadas nos dias atuais, mas que eram dúvidas de verdade. Quando houve a transição da fita VHS para DVD já foi bem menos confuso, até por conta de todo avanço tecnológico mais acessível a todos - para mim não foi tão marcante quanto à primeira transição LP/CD.
Sem falar daqueles primeiros disquetes, chamados de 1,44, imensos e bem fininhos. Comparados aos disquetes comuns a diferença já é grande (de tudo: tamanho, capacidade, fragilidade). Se formos compará-lo aos CDs e DVDs regraváveis ou não, será um massacre total rsrsrsrsrs. Mas bem que eu tive um drive desse tipo de disquete no meu primeiro computador rs.
Me recordo ainda das fitas cassetes e da maneira que tentávamos gravar uma música do momento sem ter que comprar o LP original, para ficar escutando no walkman - na escola. Era uma correria dentro de casa quando tocava no rádio as primeiras notas de uma música que queríamos gravar, para dar tempo de apertar o REC. Tinha vezes que o radialista não calava a boca ou ainda soltava o bordão da estação de rádio no meio da música...rsrsrs... que raiva dava! E tinha que esperar a música tocar inteirinha para evitar também a voz do radialista. Ficava sempre a postos no meu som: a fita cassete já no ponto para gravar (deixava o botão do REC e da pausa apertados ao mesmo tempo - e desapertava o de pausa para gravar), papel e caneta também para anotar o nome daquela música que a gente queria tanto saber.
Hoje em dia é totalmente diferente: baixamos todas as músicas que queremos, com seus nomes, letras e clips com apenas alguns cliques no computador. E podemos fazer isso sem ter que parar de fazer nada, enquanto ocupamos nosso tempo com outra coisa. Já virou tarefa secundária rs. A fita cassete já se foi há muito, junto com o nosso estimado walkman. Já foram devidamente substituídos pelos MP3 (antes ainda, pelo disman), MP4 e assim por diante - tanto para gravar quanto para reproduzir.
Por último, e cada vez mais unânime, são as máquinas fotográficas... é mais difícil encontrar quem ainda usa a sua velha e boa máquina do que aquele que utilize câmeras digitais. O primeiro grande problema era o preço dos filmes, que sempre foram caros... quanto maior o número de poses, mais caro era. Depois, a segunda dificuldade era encontrar que soubesse colocar o filme direito na máquina para não velar ou queimar filme e ainda soubesse também rebubinar o filme e tirá-lo da máquina para não ocorrer o mesmo. Quantas poses em festas e passeios deixaram de ficar registradas por conta disso? rs Mas não nego que era bem gostoso esperar a revelação das fotos, ficar aguardando para ver como ficaram as fotos e ao recebê-las ficar comparando e se surpreendendo com as imagens que conseguíamos capturar de fato. Com as máquinas digitais, muitas pessoas nem se dão mais ao trabalho de revelar as fotos - um termo que na verdade não concordo muito porque todas aquelas imagens já foram reveladas desde a hora que foram registradas, no visor da câmera rs - ficando arquivadas no computador, em CD, em pen drives.
Bom... chega de jogar conversa fora sobre coisas que já caíram em desuso... Até porque o dia em que nós mortais também cairemos em nosso próprio desuso também pode estar próximo....rs.
Inté!
Era meu aniversário de 12 anos e eu sempre gostei de escrever. Poesias, estórias, pensamentos. E por mais insignificantes que fossem as coisas que eu escrevia, sonhava com o dia em que poderia saborear o momento de datilografá-las, com aquele letrinha inconfundível de máquina de escrever mesmo. Quando ganhei uma elétrica da minha mãe, nem podia acreditar. Bastava você encostar o dedo nas teclas e já batia as letras bem pretinhas no papel, bem diferente daquela tradiconal, em que se afundava (e com força rs) os dedos nas teclas para sair alguma coisa. É claro que ainda guardo minha máquina de escrever elétrica, na bagunça do meu quarto. Até hoje. E dois anos mais tarde, quando ganhei meu primeiro computador, esse encantamento foi quebrado e substituído pela digitação com direito à memória rs.
E quem não lembra (os mais velhos ou os da minha época rs) dos equívocos que as pessoas faziam quando o CD surgiu no mercado? Acostumados com o LP, sempre tinha um que perguntava: - Dá pra escutar o lado B também? Cabe mais de uma música nesse disquinho tão pequeno? Perguntas que nos soam como piadas nos dias atuais, mas que eram dúvidas de verdade. Quando houve a transição da fita VHS para DVD já foi bem menos confuso, até por conta de todo avanço tecnológico mais acessível a todos - para mim não foi tão marcante quanto à primeira transição LP/CD.
Sem falar daqueles primeiros disquetes, chamados de 1,44, imensos e bem fininhos. Comparados aos disquetes comuns a diferença já é grande (de tudo: tamanho, capacidade, fragilidade). Se formos compará-lo aos CDs e DVDs regraváveis ou não, será um massacre total rsrsrsrsrs. Mas bem que eu tive um drive desse tipo de disquete no meu primeiro computador rs.
Me recordo ainda das fitas cassetes e da maneira que tentávamos gravar uma música do momento sem ter que comprar o LP original, para ficar escutando no walkman - na escola. Era uma correria dentro de casa quando tocava no rádio as primeiras notas de uma música que queríamos gravar, para dar tempo de apertar o REC. Tinha vezes que o radialista não calava a boca ou ainda soltava o bordão da estação de rádio no meio da música...rsrsrs... que raiva dava! E tinha que esperar a música tocar inteirinha para evitar também a voz do radialista. Ficava sempre a postos no meu som: a fita cassete já no ponto para gravar (deixava o botão do REC e da pausa apertados ao mesmo tempo - e desapertava o de pausa para gravar), papel e caneta também para anotar o nome daquela música que a gente queria tanto saber.
Hoje em dia é totalmente diferente: baixamos todas as músicas que queremos, com seus nomes, letras e clips com apenas alguns cliques no computador. E podemos fazer isso sem ter que parar de fazer nada, enquanto ocupamos nosso tempo com outra coisa. Já virou tarefa secundária rs. A fita cassete já se foi há muito, junto com o nosso estimado walkman. Já foram devidamente substituídos pelos MP3 (antes ainda, pelo disman), MP4 e assim por diante - tanto para gravar quanto para reproduzir.
Por último, e cada vez mais unânime, são as máquinas fotográficas... é mais difícil encontrar quem ainda usa a sua velha e boa máquina do que aquele que utilize câmeras digitais. O primeiro grande problema era o preço dos filmes, que sempre foram caros... quanto maior o número de poses, mais caro era. Depois, a segunda dificuldade era encontrar que soubesse colocar o filme direito na máquina para não velar ou queimar filme e ainda soubesse também rebubinar o filme e tirá-lo da máquina para não ocorrer o mesmo. Quantas poses em festas e passeios deixaram de ficar registradas por conta disso? rs Mas não nego que era bem gostoso esperar a revelação das fotos, ficar aguardando para ver como ficaram as fotos e ao recebê-las ficar comparando e se surpreendendo com as imagens que conseguíamos capturar de fato. Com as máquinas digitais, muitas pessoas nem se dão mais ao trabalho de revelar as fotos - um termo que na verdade não concordo muito porque todas aquelas imagens já foram reveladas desde a hora que foram registradas, no visor da câmera rs - ficando arquivadas no computador, em CD, em pen drives.
Bom... chega de jogar conversa fora sobre coisas que já caíram em desuso... Até porque o dia em que nós mortais também cairemos em nosso próprio desuso também pode estar próximo....rs.
Inté!
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terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Sabor nostálgico
Ontem, quando estava arrumando meu quarto, encontrei dentro de um livro antigo um poema escrito por mim. Recordo da época em que foi escrito. Época de segundo grau, os hormônios fervilhando, o humor que oscilava drasticamente, minha cabeça de adolescente - com meus 17 anos - cheia de sonhos. Sinto saudades, mas aquelas minhas idéias se foram, carregadas pelo tempo. Alguns amigos amigos também ficaram naquele tempo e alguns permanecem como rochas ao meu redor, me lembrando sempre a minha história.
Bons tempos. Bons amigos. Uma pontinha de rebeldia (só pra variar! rs).
Uma grata surpresa encontrar velhas idéias minhas.
Segue abaixo.
Até a próxima!
Bons tempos. Bons amigos. Uma pontinha de rebeldia (só pra variar! rs).
Uma grata surpresa encontrar velhas idéias minhas.
Segue abaixo.
Até a próxima!
Vamos parar de sermos bobos
Parar de sermos tolos
E limpar nossos espelhos embaçados,
Embaralhados, trincados
Espelhos que nos refletem
Espelhos que refletem nada
Já que o nada é o que nos contém
E nos convém
A deixar idéias guardadas,
Mofadas, despedaçadas...
As verdades fúteis
São as que movem o mundo
Que, de morais inúteis,
Vai deixando de ser mundo para ser imundo
E nos torna cada vez mais mudos
Nossas palavras são alheias,
Cheias de poeira...
(poema encontrado sem data ou título - escrito por volta de 1998)
Desvairado, escrito e postado por
Pétala Rubra
às
12:50 AM
0
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