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terça-feira, 1 de abril de 2008

Oh!


Atenção!

Não escreverei mais para vocês e nem para mim...
Não faz mais sentido...
O meu cotidiano corrido me venceu... já não tenho mais forças para combater a falta de tempo...
Além dos mais eu nem gostava mesmo.... .
...


... ...


... ... ...


... ... ... ...


... ... ... ... ...


Opsssss!


Tem algo errado por aqui, não é mesmo?


!!!


Mas é claro que tem, seus bobinhos!

"Enganei o bobo na casca do ovo

quem caiu, caiu
hoje é 1 de abril!"


Rs rs rs rs rs rs rs rs rs


Feliz Dia da Mentira!


Obs: é brincadeirinha a parte inicial do post, hein! rs

Beijooooooooos

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Daqui a pouco sei que passa...


Há momentos em que a gente tem que descer do palco... Não há melhor lugar do que os bastidores, o "por de trás das cortinas"... O que quero dizer bem claramente é que depois de uma certa reflexão (de uns dias pra cá), decidi me recolher num casulo...

Não me perguntem sobre os porquês disso. Por mais motivos que eu tenha para fazer tal reclusão, talvez o melhor argumento que eu possa lhes apresentar é que eu estou precisando disso, há algo em mim que me pede esse recolhimento.

Um misto de sentimentos frustrados, de uma vontade de revigoração, de uma busca (acima do normal) por mudanças (internas, externas...), de uma carga extra e super pesada de trabalho que estou me responsabilizando no momento... Enfim, continuarei na busca de meus objetivos (alguns eu já mencionei aqui anteriormente), mas "na minha".

Não quero saber de emails, nem de msn, nem de celular, nem de visitas, nem de passeios ou baladas. Não quero saber o que está passando no cinema e nem quando será a próxima festa mais incrível que irá acontecer. Não quero ver pessoas, não quero sair com amigos. Não quero ver gente nova e nem conhecê-las. Não quero saber das "últimas" novidades e nem das antigas. Não quero, não tô afim. Por mais que pareça triste e sombria essa idéia, na verdade ela não é. Preciso de concentração para mudar a mim mesmo e ao meu cotidiano. Talvez a única fresta, que restará, será essa aqui - em que geralmente eu mais "falo" do que "escuto". Bem ou mal, aqui é a minha válvula de escape...rs.

Termino o post de hoje, colocando uma das minhas músicas favoritas.

"No dia em que fui mais feliz
Eu vi um avião
Se espelhar no seu olhar até sumir
De lá pra cá não sei
Caminho ao longo do canal
Faço longas cartas pra ninguém
E o inverno no Leblon é quase glacial

Há algo que jamais se esclareceu
Onde foi exatamente que larguei
Naquele dia mesmo
O leão que sempre cavalguei

Lá mesmo esqueci que o destino
Sempre me quis só
No deserto sem saudade, sem remorso só
Sem amarras, barco embriagado ao mar
Não sei o que em mim
Só quer me lembrar
Que um dia o céu reuniu-se à terra um instante por nós dois
Pouco antes de o ocidente se assombrar"

(Inverno - Composição: Adriana Calcanhoto/Antonio Cícero)

Um beijo!






sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

De que vale?


Existe uma música da Ana Carolina que o refrão dela não tem saído da minha cabeça...rs

"De que vale seu cabelo liso e as idéias enroladas

Dentro da sua cabeça


De que vale seu cabelo liso e as idéias enroladas
Dentro da sua cabeça

De que vale seu cabelo liso e as idéias enroladas

Dentro da sua cabeça


De que vale seu cabelo liso e as idéias enroladas
Dentro da sua cabeça"

As idéias estão todas muito confusas de uns tempos para cá. Os sentimentos e as sensações também. Parece que estou andando numa montanha-russa de emoções e estado de humor. Há dias e noites em que estou lá no topo, super alto astral - achando graça da vida e brindando até com copo d´água. E há aquelas horas em que fico sozinha comigo mesmo, a chamada reflexão "existencial" e tudo parace um caos.

Existe um exemplar meu, em miniatura, que fica - dentro da minha cabeça - me recriminando das minhas atitudes impulsivas, das minhas palavras sempre tão sinceras, da minha falta de preocupação sobre o que pensam de mim, da minha falta de senso, de critérios... E sei que há um fundo de verdade nesse "puxão de orelha"...

Não são as pessoas que me causam medo, senão eu mesma....rs. Acredite.
Tanto o meu lado inconsequente quanto meu lado consciente pegam muito pesado comigo rs.

E antes que possam dizer que isso é a TPM (Tensão Pré Menstrual), eu lhes respondo: é impossível ficar na TPM 30 dias por mês....rs

Preciso ir. Hoje tem estou de folga "das crianças", mas tenho planejamento escolar pra fazer o resto da tarde.

Inté!

Obs: O nome da música é Implicante, do segundo Cd. Essa parte é o refrão.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

"Ser ou não ser? Eis a questão..."


Já pensou em um dia ter a oportunidade de conhecer a você mesmo, sem sê-lo? rs

Pode parecer estranho... mas assim como nós mesmos temos impressões a respeito do outro, é importante tentar formar as interpretações que teríamos de nós mesmos. Se conhecêssemos a nós mesmos, será que gostaríamos de nossa própria companhia?

Ok. O papo parece que está sem pé nem cabeça, mas esse pensamento me veio à cabeça devido alguns comentários que escuto dos meus amigos. Como é de conhecimento de todos, os amigos sempre tentam nos colocar "pra cima" quando estamos tão "pra baixo". Eu terminei recentemente um relacionamento (aliás, fui terminada - se isso existe, né? rs) e como era de se esperar, fiquei bem triste. É aí que entra a parte dos comentários dos amigos.


Ah, agora que acabou eu posso dizer... Você era "muita areia" pro "caminhãozinho" dele...
Como pode ficar triste? Ainda mais você... - tão assim, tão assada....blá blá blá blá...

A gente sempre tem algo de desagradável. Claro. Não vamos ser hipócritas, sei bem os meus defeitos. A princípio, se eu fosse uma outra mulher que eu estivesse conhecendo - pensaria que eu posso ser uma boa amiga em potencial. Um pouco faladeira, é bem verdade. Com uma vidinha bem regradinha, pelo menos aparentemente - do tipo CDF (cabeça de ferro rs). Vale dizer que eu, de posse da minha própria identidade, garanto que não sou tão certinha assim: não respeito muito horários, datas, protocolos, falo demais sem pensar... e dona Márcia (minha mãe) é que sabe das minhas boas farras (e admito, sem aviso rs).

Se eu estivesse recebendo a mim mesma como nova colega de trabalho, talvez tivesse as mesmas opiniões daqueles que já trabalharam comigo em alguns lugares por onde passei - tirando a parte das drogas (eu nunca gostei. Só meu velho cigarro - entenda nicotina - e nem tanto assim..). Uns achavam que eu não queria nada com nada, que devia curtir uma erva, uma "balinha", que eu devia chegar sempre atrasada no trabalho e devia ser muito desorganizada. Estudos, então, nem pensar. - E acreditem, todas essas impressões vinham única e exclusivamente por eu usar o meu cabelo super vermelho rs. Fazer o quê?...são as pedras deste caminho que eu escolhi...

Daí passava um tempo de trabalho e... as pessoas vinham se desculpar por terem um expectativa totalmente errada (ou parcialmente...) a meu respeito... Eu sempre achei bom isso, porque eu sempre superava o que os outros esperavam...nunca tiveram o que reclamar do meu trabalho, disso - eu posso me gabar.


Agora...se eu fosse um homem... a princípio, ao me conhecer ficaria surpreso de comprovar que é possível haver uma garota sem frescuras,
que curte assistir futebol e arrota tal como um menininho... iria gostar muito se ela pudesse ser minha amiga. Mas não sei se me sentiria atraído por beleza física, no máximo pela minha maneira articulada e extrovertida de tratar as pessoas e fazer amizades rapidamente...Embora, eu saiba que os padrões masculinos sejam outros para medir atração ou saber se alguém é interessante ou não...

Acho que no final das contas, eu me encaixaria na média... ou seja, uma pessoa agradável de conviver e com muitas idéias na caixola. Capaz de tirar a roupa do corpo por um amigo, recente ou antigo, mas - com uma incrível tendência a guardar mágoas e a agir de forma vingativa (quando tenho oportunidade...ainda estou trabalhando isso - mas é a pura verdade).

Eu nunca espero agradar a ninguém. Ajo da maneira que acho mais honesta, comigo e sobretudo com os que me cercam. Nem pior, nem melhor - apenas eu mesma.

Inté!
=)

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Você tem medo de quê?


Estou deitada no colo da minha mãe no sofá da sala. Há apenas a luz que vem da televisão. Sinto meu corpo ficar mole, lento... Não sei o que se passa, mas sinto que as coisas não estão normais. - Como eu não sei o que é isso, não vou falar com a minha mãe. Sono, muito sono.

Tempo...


E o dia em que eu não existir mais? Que eu morrer? Para onde será que vai o meu pensamento? Será que ele simplesmente some? Será que ele vive em outro lugar? Como é que eu poderia saber isso? Como será isso?

Fechei os olhos e franzi o rosto, apertando-os. Minhas mãos fechadas tentavam contribuir para o feito, levadas ao rosto. Eu ainda estava deitada no colo da minha mãe, mas era como se nesse gesto eu pudesse fazer que o pensamento se descolasse do corpo. Queria saber onde seria capaz de chegar...

A lembrança acaba aí... não me recordo mais o que aconteceu. Essa é a mais remota que eu tenho e buscando um elo com as histórias que minha mãe conta, essa passagem coincide com o dia em que eu quase morri intoxicada com agrião aos quatro anos. Fui levada às pressas ao hospital, já com os lábios roxos - após adormecer no sofá depois de jantar...


É claro que, como toda lembrança que fica empoeirada ao longo dos anos, a imagem que eu retrato agora esteja revestida com as interpretações que faço hoje daquelas sensações, ainda vivas na memória. E toda vez que eu me pego diante de algo que eu esteja com medo, essa sensação, essa lembrança vem à tona.

Ainda que eu não esteja brincando de jogo da verdade comigo mesma, é desconfortável tocar nos nossos próprios receios. Tentar falar um pouco desse lado tão guardado por nós, a sete chaves. A sensação é de que se eu tiver coragem de acender a luz, só então saberei distinguir quais são os monstros de verdade daqueles que são apenas fantasmas bobos. Ao falar sobre meus medos é o meu lado corajoso que propõe isso.


Uma das certezas sobre meus medos é que a cada dia me acovardo mais.
Posso dizer que sou muito mais medrosa hoje se comparado há 10 anos atrás. E há também aqueles medos que já são de estimação (essa foi péssima, admito rs), como o medo da morte, de perder os entes queridos, medo gigante de altura (chega a dar aquele suor na palma das mãos)... Aqueles que poderiam ser considerados, numa escala, como medianos são o medo de perder os amigos (seja por morte, seja em vida - através de brigas, desentendimentos..), de não conseguir ser uma boa profissional, de não conseguir encontrar a minha metade (eu sei que anda por aí...), medo de envelhecer sem boas condições financeiras, medo de ter medo demais e por isso não aproveitar o bom da vida, medo de perdoar e de não ser perdoado (contraditório, não?), medo de ter decepções, de ser injusta. Medo de tentar outra vez, medo de ser esquecida, medo de generalizar demais o mundo, medo de não gostar o suficiente de mim. Medo de não demonstrar amor àqueles que amo, no meu cotidiano. Essas coisas.


Um outro medo mediano, mas que eu diria que é um desses adquiridos recentemente, é sobre a maternidade. Surpreendente será, para aqueles que me conhecem, ler o que estou assumindo aqui. Todos sabem que nunca tive o desejo de ser mãe, mas tenho tido umas angústias de como se o tempo fosse acabar antes que eu pudesse dar minha contribuição aqui no mundo (como se precisasse...já tem tanta gente nesse mundão...rs). De uma hora para outra me pareceu imprescindível isso, de que eu ainda quero ter um filho. Mesmo depois de todos esses anos pregando de que pode ser uma loucura dar um mundo desse que nós temos, com tantos poréns e injustiças, para alguém viver nele. No final das contas, o que vale dizer é que ainda dá tempo....rs (ufa!).

Até que chegamos aos menores medos: de barata, de lacraia, de ladrão, de que chova muito, do salário acabar antes do término do mês, de que esqueçam do nosso aniversário, de levarmos bomba na faculdade, de levarmos bolo num encontro, de acabar a luz, de levar esporro em casa quando chegarmos tarde da noite (ou madrugada), de exagerar na dose (todo excesso em si, assim como o de beber também rs), de entrar no mar, de aprender a dirigir (calma, que já estou na auto escola rs), de barulhos estranhos durante a noite, de trovão, de relâmpago, de achar um bicho na comida, de chegar atrasada, de cair de bicicleta (acho que é por isso que nunca aprendi a andar rs), de filme de terror, de não ganhar carinho, do dente doer...enfim, medinhos....

E você? Tem medo de quê?
Esse medo te incomoda? Ou você tem coragem de encará-lo?


Um beijo!



segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

"Viver ultrapassa qualquer entendimento."



Levanto do abismo como se nada tivesse acontecido. Como se o corpo não tivesse padecido, como se a força das palavras não tivesse me arremessado para longe, como se o meu coração não tivesse queimado até transformar-se em cinzas. Levanto e caminho na direção de onde vim, das minhas estradas sinuosas, das minhas noites sem fim, das loucuras mais loucas, dos rios inebriantes, dos beijos sem fim, da insanidade do deus Baco (tsc, tsc, tsc)...

Como se nunca tivesse existido um ontem para chorar ou um amanhã para planejar, sigo apenas respeitando o que minha vã vontade me pede. Somente o que meu desejo desejar... ter, sentir, tocar, cantar, beber, sorrir, chorar, calar...

Meu corpo é um templo das festas intermináveis, mas só meu coração é o céu e o limite.


Um beijo e um queijo!
Inté!


domingo, 2 de dezembro de 2007

Primeiro Devaneio


Para alguns, escrever é algo sacrificante, chato, inútil, doloroso. Entretanto, para outros como eu, é algo essencial como respirar. Gosto de divagar minhas idéias no papel, na tela do computador, nas letras de músicas tal como as meninas que dão vida às bonecas em suas brincadeiras. Pensar, repensar, pensar de outra forma, dizer, "desdizer" e contradizer os pensamentos que vagam nossa mente constantemente.

Além dessa necessidade natural, escrever é meu refúgio nas noites de insônia. Enquanto todos dormem, minha cabeça fica maquinando, deglutinando os acontecimentos do cotidiano, próprios, alheios, reais ou imaginários.

Designar nomes às coisas, às pessoas, requer responsabilidade. Aquele que nomeia ao realizá-lo, dá não só um nome, mas, através desse nome, atribui também uma ideologia. Fiquei alguns minutos parada pensando em um nome. É muito difí­cil, mesmo para quem não tem pretensão de nada, nem de público. Como designar um espaço público em que devo expor pensamentos muito privados, mascarados por um "nick"? Difí­cil questão...

Então vaguei entre Nietzsche, Cazuza, Antoine de Saint-Exupéry, Augusto dos Anjos, Franz Kafka, Mário de Andrade... isso! Por que não recordar das contradições de Paulicéia Desvairada, que constituiu uma notável multiplicação de olhares e de perspectivas a respeito de São Paulo? Embora seja carioquíssima, a maneira que Mário caracteriza a cidade é fascinante e me recorda muito alguns escritos meus. Nenhuma das suas visões é a definitiva, não há uma conclusão, não há a última palavra do poeta, aquela que consagraria ou impugnaria a modernidade paulistana. Tudo é ambivalente e movediço. E é exatamente por causa desta indefinição entre o amor e a repulsa, entre a ironia e a percepção do novo que alguns poemas de Paulicéia desvairada traduzem "paradoxalmente" a essência calidoscópica, complexa e cheia de metamorfoses da mais importante metrópole do paí­s.

Eis que então me surgiu o nome que leva este reles blog: Blogcéia Desavairada. Um brincadeira referente ao estilo dos poemas de Mário de Andrade e ao mesmo tempo, uma tosca - mas sincera- homenagem ao poeta do modernismo de 1922.

Retornando ao iní­cio, caso haja algum leitor que tenha perdido o olhar nestas linhas, não espere grande coisa ou idéias de alguém que quer fazer média, pois se há uma coisa que não vale a pena é isto: "fazer média"! Nem para si, nem para os outros! Como diria aquela música (se não me engano escutei na voz da Paula Toller, do Kid Abelha): "os outros são os outros e só"....rsrsrsrs (marcas de oralidade são impossí­veis de não serem escritas, sorry!).

That´s its!
Kisses, kisses, kisses (3 vezes, como dizemos nós cariocas, para casar um dia, quem sabe!)