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terça-feira, 11 de março de 2008

Pequena nota


Bastou-me algumas migalhas de palavras...

As responsabilidades cotidianas me engoliram por inteira. Já não sou eu quem planejo meu dia senão elas próprias são quem ditam meus passos.... Sinto falta de explorar e gritar no papel as emoções do meu mundinho particular. Entretanto, "o tempo não pára de temporar" rs... ele passa e as palavras mudam de estado, força, inquietude, crescem e diminuem, me enaltecem e me enclausuram.

Já pensei que fosse fácil, vez por outra, brincadeira. Acontece que a vida que me ocorre é real.
Nesse pequeno intervalo de tempo, minha alma já quis sorrir, assim como partir. Ela também foi silenciada e em outros momentos quis, por si mesma, silenciar.


Não sou quem me contesta.
A falta de tempo para sentar escrever por si só me mostra como é insignificante o meu pensar - ele só se faz preciso e necessário na minha cabeça, nas minha madrugadas solitárias. Nas quais dialogo com as várias "eus" existentes na minha única vida.

Minhas palavras seguem como brasas: já não são chamas que a tudo incendeia, são restos e vestígios de um fogo que já houve anteriormente. Entretanto, inflamadas e de calor latente ainda são capazes de incandescer com um vento simples que passe pelo meu pensamento e pelo meu coração, voltando à condição de chamas.


Até o próximo tempinho vago rs.
Um beijo e um queijo!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Anotações


Eu gostaria de começar de muitas maneiras... mas nenhuma delas me fala mais alto do que a forma que vem do coração. Sem palavras medidas, sem modalização, sem moralidade, sem receio de dizer a verdade que sinto, a verdade que enxergo.

A primeira coisa que eu gostaria de dizer, abertamente e sem nenhuma vergonha de fazê-lo, é que eu não entendo as razões das minhas emoções e nem o critério que o meu coração se utiliza para escolher alguém para gostar. Nunca sei se são os defeitos, as qualidades, as semelhanças que temos em comum ou o que nos é diferente ou simplesmente se é uma boa conversa o que me encanta. Simplesmente quando menos percebo, já é hora de se gostar. Não há mal nisso. Nenhum.

Outra característica que percebo é que o amor age inversamente comigo. Estou sempre condenada a ficar mortalmente apaixonada por aqueles que amam demais as suas anteriores companhias, homens marcados por suas histórias de amor inesquecíveis e que terrivelmente tiveram seu fim marcado pela traíção ou pela troca. Gatos escaldados, como diriam, e que congelam seus corações para um novo amor. Não sei se é a fragilidade desse homem que talvez me atraia e me faça querer colocá-lo no colo e cuidar dele.

O fato é que estar apaixonada me deixa a pessoa mais complexa do mundo! Meus pensamentos têm vida própria e só estampam o que bem entendem, não sei que palavras devo usar e nem achar graça nos meus programas cotidianos. O foco que enxergo o mundo se reduz, como se só fosse possível no mundo existir somente eu e o sentimento que sinto, e claro, aquele que rejeita ou não corresponde ao meu amor.

Eu gostaria de não ser ou soar como ingênua que sou no campo sentimental, mas infelizmente eu não sei como falar de amor, sem ser piegas. Sem sofrer com cada pensamento remoído, cada impressão confirmada nas ações do cotidiano. Sem me considerar uma idiota por acreditar no que se sente.

Eis apenas mais um escrito de gaveta...


Amanhã será um dia importante para mim.
Torçam por mim rs. Conhecerei meus novos "anjinhos". Hoje só conheci a nova escola.

Inté!

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Palavras


As palavras voam
De nossas bocas
Umas ferem o coração
Outras transmitem emoção

Abusadas,
Belas,
Engraçadas,
Ousadas...
Mas... palavras.

Cada palavra
Tem seu preço
Há palavras de risadas
Há palavras de desprezo.

(Palavras e palavras, em Poesia na Escola, 1995)

O poema acima foi escrito por mim, quando eu tinha doze anos. É meio bobinho (tem que ser levado em consideração o fato de eu ser uma criança praticamente na época rs), com rimas pobrezinhas. Mas é um dos meus favoritos dessa época e tem tudo a ver com o que quero conversar hoje aqui.

A palavra é mesmo fonte de mal-entendidos como nos diz Antoine de Saint-Exupéry... Tanta coisa acontece porque elas muitas vezes ganham significados diferentes da intenção daquele que as diz. Não estou aqui para defender a época do cinema mudo...rs. Mas coisa que eu ainda não consigo entender é esse jogo, essa conexão que não consegue se manter entre o que realmente queremos e o que dizemos.

Se você tem sede, você diz "Tenho sede." e bebe sua água. Pronto. No cotidiano, as pessoas não agem assim quando se trata do abstrato: sentimentos, desejos, opiniões. Sempre dizem uma coisa querendo dizer outra. Tudo bem, eu também faço isso de vez em quando e o mais bacana é a pessoa (que te conhece, é claro) entender o contrato e por fim, o real significado. Entretanto, passar a vida só agindo dessa forma é enlouquecedor. Pelo menos para quem convive com alguém que só diz as coisas assim.

É tanto medo de exposição dos próprios sentimentos que o excesso desse comportamento pode abalar certas relações,
seja de amizade ou de amor.
Se alguém ama o outro, que diga! Se alguém quer ficar com um outro, que diga também! Se não quer ficar longe, peça pra ficar! Mas diga com todas as letras e fonemas que precisar usar e não apenas "queira dizer".

Pode parecer clichê, mas todas as vezes que deixei de dizer algo que queria ter dito claramente e não falei ou "quis dizer" (não propriamente disse) foram momentos em que deixei de alguma forma de estar feliz, de me sentir bem.
Poderiam ter sido momentos importantes na hora de uma decisão , de uma partida, de uma reflexão... e não foram.

Simplemente por medo. Medo de se mostrar sensível, medo do mundo te engolir com todo seu tato, medo de ridicularização, medo de abandono, medo de reprovação ou ainda de ser rejeitado.


A vida é para ser sentida mesmo: seja um grande sentimento de felicidade ou de tristeza... Se você sente quer dizer que você vive. Então, por que medo de sentir - se essa é uma das características de estarmos vivos (se não for a principal...)?

Tente: não modalizar, deixar cair a máscara de "durão", ser mais humano e fiel nas suas palavras. Se não resolver os problemas, com certeza irá melhorar e muito as suas relações.


Comece hoje, pois amanhã já pode ser tarde para ser feliz.

Inté!

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Carta única



Um pequeno cartão azul. Mensagem: "Nós dois..."

Dentro. Mensagem: "...olho no olho, frio na barriga, coração que salta no peito... você me faz estranhamente feliz!"

Num pedaço azul do cartão, o desenho de 2 gatos com cara de babaca, algumas palavras escritas com letrinha bem desenhada (bem parecida com desenho animado rs):

"Nunca vivi uma sensação tão intensa, gostosa e bonita quanto estou vivendo com você. Você é extrema em tudo: extremamente linda, extremamente carinhosa, extremamente fofa, extremamente simpática e tudo mais que possa imaginar que um homem deseja em uma mulher. Desculpe pelas minhas preocupações, mas é que quero preservar estes momentos como estão e nunca quero magoar uma pessoa tão especial como você. Me desculpe ter invadido assim a sua vida. Um beijo daqueles e saiba que te adoro."

Eu entendi: "É estou começando a gostar de você. Pode ser que dê certo."
Lição do episódio: Os fins justificam os meios. Homens falam exatamente aquilo que nós mulheres queremos escutar para conseguirem o que eles querem, no final das contas.

Me dêem um desconto. É só um comentário meio ácido numa noite de insônia.
Inté!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

"Quando o segundo Sol chegar..."


Outro dia, estava admirando o pôr do Sol lá em Ipanema e resolvi tirar algumas fotos, pois o cenário estava divino. Mais tarde, quando descarreguei as fotos no computador, percebi que a foto mais bonita do pôr do Sol não era aquela em que consegui que ele aparecesse sozinho e sim uma outra foto em havia duas cadeiras de praia com o guarda sol - contribuindo com aquele entardecer (bem no meio).

Aquelas pessoas talvez nunca saberão que deram sua contribuição para aquela bela fotografia. E também talvez nunca a veja. Trazendo isso para a filosofia de nossa vida cotidiana, situação semelhante nos ocorre. Algumas pessoas que passaram em nossas vidas (ou continuam em nosso convívio) conseguem fazer de um momento simples - um episódio muito especial, uma lembrança bonita que guardamos em nossa memória com carinho, sem ao menos perceberem a importância que tiveram (ou têm). E como muitas estradas, a vida também apresenta duas vias e o mesmo nos ocorre em relação aos demais. Já parou para pensar quantas vezes você foi importante para alguém? De quantos momentos especiais fomos atores principais ou codjuvantes indispensáveis para que fossem únicos?


O problema não está na falta de sensibilidade, como diriam alguns - ao responderem essas perguntas, e sim no querer que cada um carrega consigo. Estamos sempre tão imersos em nossos desejos, na ânsia de saciá-los, fugindo das frutrações - que não percebemos algo tão bom quanto o que queremos ou até melhor e nem damos a chance nos saborearmos com um presente inesperado do destino, da vida.

Sabe aquela piada infame e antiga que dizem do homem que está se afogando no meio do oceano e acredita que só Deus pode salvá-lo e por isso dispensa todo e qualquer tipo de auxílio na esperança que o Próprio apareça e o salve do infortúnio rs? E todo aquele desenrolar de que o cara morre e vai tirar satisfação lá no céu com Deus e Ele responde que enviou navio, helicóptero, jatinho e o cara que não quis se salvar...rs.

Somos, no fundo, tão burros e tão enganados quanto o náufrago da piada... Desejamos para nós uma felicidade magna, com direito a anjinhos nos jogando pétalas de flores, rezando tanto para Papai do Céu ou para todos os santos para sermos felizes (em todos os setores da vida, se possível rs)... mas padecemos por materializar nossa felicidade em dois ou três coisas materiais ou pessoas e que muitas das vezes nem seriam nossas melhores opções...

O mundo é vasto e permanecemos nós com nossos desejos mesquinhos, dignos daqueles que não querem enxergar o mar infinito de possibilidades, maneiras mil de encontrar a tão desejada felicidade.

É hora de olharmos para o lado. De nos permitirmos.

Kisses!